Tem vaga-lumes na minha janela
Me iluminado enquanto me desnudo
Frente ao teu olhar silencioso
A me envolver como serpente ávida
Por inocular-me o veneno.
Exponho minha nudez ao teu apreço
Ao carinho de tuas mãos
Rendo-me aos teus beijos
E navego no oceano do teu amor.
E lá fora, a luz dos vaga-lumes
Escreve na noite escura
O teu nome e o meu
Acendendo... Apagando...