terça-feira, 17 de julho de 2012

TRISTESSE




TRISTESSE

E ao saber-te um vento brando
Que suave passa
_____________acariciando a flor
à beira d’água,
frágil sentimento desabrochou.


Sem mais medos desdobrei o olhar

e a te, me entreguei.
Sem os medos de outras eras
minh'alma, envolta em linho branco
Aos teus pés, eu descansei.

E de amor e por amor
os olhos marejados temem agora
ante a  vil serpente rastejante
a enrodilhar-se entre a vida e o amor.

Oh, dor que arde e sangra e cala
e se deita e não adormece...

Essa dor lateja no meu peito
________________ ferro em brasa
na forja do medo 
que arrefece a certeza dos sonhos, mas
não silencia o amor.

Oh, dor ...caminha longe dos meus olhos,
das minhas lágrimas _________Afaste!
Irrompe em vida explodindo a vida
para sempre o teu amor em mim!




*para Constan Baruc

SAUDADE


SAUDADE

Esse uni_VERSO
desfalecido
antecipado à sua chegada
atormenta
esquartejando o corpo frágil
da poesia
refugiada entre os lírios d'água...

A LOUCURA AINDA DANÇA AQUI


A LOUCURA AINDA DANÇA AQUI


A solidão é feito uma aranha tecendo a teia...




Há um frio intenso entre a loucura e a razão

e tudo me parece ser tão lento
até mesmo os pássaros em seu bater de asas


A loucura dança comigo

sobre as folhas secas de inverno
e os pardais_________voam!

Os pardais assim como as borboletas
são cegos
e voam debatendo-se entre amor
e sonho.


Humpty Dumpty - as palavras são assim!

Facas de fino gume - a essência do espírito
na delícia do corte
que desmembra o ser e a sombra.


A loucura dança comigo

no medo e na solidão
vinda do eco das palavras
embrulhadas em papel de arroz
_________ são pequenos universos!


Humpty Dumpty_________a felicidade

mora aqui
entre as letras destes versos sem rima
____a felicidade abre uma porta depois da outra
e nos escondemos um pouco em cada uma!




sexta-feira, 13 de julho de 2012

POESIA III


POESIA III



Era tão suave e tão frágil
Que dançava ao sopro de um hálito
E queria ser mais do que era
E sonhava o que queria ser
Tanto sonhou
Tanto dançou na luz dos vaga lumes
Que se esqueceu
Que a dor acende e apaga
E o coração desfalece
Enquanto arrefece o sonho
De ser alguém.



POESIA II


POESIA II

Perolas d’água
Fazem brilho de caleidoscópio
Na ondulação rósea/carmim
Beijadas pelo vento
Que acorda o dia.

POESIA I


POESIA I

Cada gota de silencio
vibra na catedral onde sustento
os meus amanheceres
Cada gota que vibra e escorre
mansamente
vai delineando
meu caminhar entre as pedras e os espinhos
E sob o olhar das gárgulas
meus ossos ainda molhados
tremem
Um frio de morte
um fino corte
um olhar tão mudo
que falou de tudo
mesmo sem dizer nada.