segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TODAS AS MANHÃS





Todas as Manhãs

passo pela tua alma todas as manhãs
e ao vê-la ainda adormecida,
te dou um beijo, deixo uma flor e espero...

AREIAS



AREIAS

No deserto
Onde caminhei
Deixei meus rastros



Enterrei meus sonhos.

Nas areias pisadas
De sangue e suor
Despejei minha vaidade
Deixei meus desejos.

No cair da tarde
Restou somente a boca seca,
Resto de um sorriso
E o revés de um pranto.

BEIRA DO ABISMO






Beira do Abismo

Na beira do abismo
rola uma
lágrima
e borda
filigranas de cristais
no silêncio absoluto
do mais puro amor.

domingo, 25 de setembro de 2011

GLORIA VICTS!




Gloria Victs !

Meu sangue pulsando
Enquanto meus pés
Agonizam
No labirinto dos teus passos.

Celebrado a distancia
Meu sol se põe
Em teias de prata,
Inflorescências pendentes
Alegorias de cor.

Neste arrebol
De corpúsculos luminosos
Banho meu corpo
Em águas de tuas águas.



CRISÁLIDA


CRISÁLIDA

Arranca esta cor
Que lhe veste a pele
Em meneios trigueiros
Refletindo a ilusão.
Despe esta casca
De bronze e cristal
Como salamandra divina
Distorcendo a realidade.

São pequenos os detalhes
Que te separam da realidade,
Seja guerreira
Seja única,
Retome a origem do sacrifício
Antes de cair no esquecimento.

BATALHA



Batalha

Rompi tratados
retomei minha coragem
levantei minha bandeira.

Pintei a cara
revi a história,
tomei partido.

E da janela
do meu quarto,
transformei o mundo!


FRAGMENTOS



FRAGMENTOS


Quando a tristeza se aproxima
Ponho-me numa espera
Que transcende
A necessidade de luz.

Divido-me em varias partes
Fragmentada em minha dor
Feito peças de mosaico.

A urgência de tempo
Se expande
Delimitando
Uma esfera dentro
Do contexto de caos
E tudo silencia ao redor
.

OLHOS





Olhos 

Longe, bem longe...
Onde se escondem
Os amores impossíveis
Tentei te guardar.

Fiz de meu peito
Um cárcere
Aprisionei sua imagem
Tentei oculta-la
Numa redoma de silêncio.

Mas suas palavras
Romperam as amarras
Misturando-se ao infinito
Tomando-me por inteira,
Fazendo de mim
Escrava
Dos teus olhos 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SOL E CRISTAIS




Sol e Cristais

Uma luz
vertical
na infinita
madrugada
acentua o
silêncio
encomendado
pelos nossos olhos.
Vejo cristais brilhando ao longe
onde o horizonte é catedral que resguarda
a pátera do sol.


AMANHECER



AMANHECER

O vento forte
Sopra as cores do dia
Deixando uma sensação de saudade.
No risco claro
Dessa inquietude
Que bebe a reflexão
De nossa angustia,
A manhã nascida de novo
Livre do escuro azul
Fica inteira
E explode,
Do riso a gargalhada,
Soltando o fôlego
Da boca úmida
Num beijo diáfano
Com gosto de chuva.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PORTA FECHADA



Porta Fechada

Não me espere
Por trás desta porta
Querendo o calor do meu corpo
Quando a garoa fria
Umidecer sua alma...
Não queira meus beijos
Nem meus abraços,
No embalo da rede
Não me tome em seus braços,
Não veja em meus olhos
O brilho das chamas deste fogo mortiço
...que queima os meus sonhos.

BOCA DA NOITE




BOCA DA NOITE

Eu sigo os caminhos do sol
E beijo os teus lábios
Ligada numa melodia qualquer
Transcendo no espaço,
Depois me calo
Na boca da noite
Com uma saudade que nem sei definir.
Recolho-me
Apartada do rebanho
Sonhando sonhos de magia
Com fluência
Sem influência
Dentro de uma caverna sem ouro.


RECOMEÇO


RECOMEÇO


Uma paz intensa
Tomou conta de mim...
Exorcizei!
Abortei você de meu coração,
Sangrei todo amor
Cuspi toda tristeza,
Afoguei meu sorriso.
Corri a mão pelos cabelos,
Já é tempo de mergulhar
Num momento só meu.
Vou bordar minha vida
Ponto por ponto,
Costurar minha
Colcha
De retalhos
E cobrir minha cama.


TÃO SÓ



TÃO SÓ

Joguei fora
As cinzas de mim
Apaguei meu sorriso
Quebrei minhas palavras,
Entrei no silencio
Deste meu céu sem cor.
Estou só – miserável criatura
Cobrindo-me de lodo,
Todo lodo desta insônia
Que traduz em versos
A angustia de minha vida.
Mas que importa,
Se no meio desta escuridão
Calou-se a sua boca
Deixando-me
Tão só?


domingo, 11 de setembro de 2011

MARYPO$A



Marypo$a


Cascata complacente
de esperma quente
inunda
fecunda
o interno do ser.

A boca carmim
rasga-se
num sorriso-espasmo
imita um gozo,
finge um clímax.

O corpo dança
num balé sem fim
e o cérebro computa
gemido$
$su$$urro$ e
gozo$.


BREU DA NOITE



Breu da Noite

Vejo em teu olhar
a noite negra
onde a lua beija
a estrela viajante,
que flutua na
cegueira dessa noite.

Vejo em teu olhar
a noite negra,
noite que salta aos olhos,
e baila no delírio
e nas madrugadas
onde os anjos
perambulam a esmo.

Vejo em teu olhar
a noite negra,
noite que dorme
no ventre do mundo,
noite envolta em pesadelos
onde só florescem
as margaridas sem cor.

BEIJO


Beijo

Boca
Língua
Lábios.

Abre, fecha

Abre, fecha.

Fala, cala

Morde, lambe
Instiga, sacia
Devora e beija.

Beija

Beija
Beija
Beeeeeeeeija!

Capriche no recheio

Com saudável prazer,
Troca justa e perfeita
...pague para ver.

ANONIMATO


Anonimato

Invento palavras
faço rimas para teu nome...

Disfarço a letra
aperto meus dedos
conduzo a caneta
pelo papel perfumado.

Fazendo poesias
que aprendi a sonhar.

E no final,
envergonhada
assino todas
com a
BOCA VERMELHAde baton.

O AMOR E O SER


O AMOR E O SER

Todo aquele que examinando o seu interior percebe-se pleno de amor,
tem a confiança de que cada dia pode ser melhor.
Que a felicidade pode ser dividida com quem amamos



.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

SOB O CÉU


SOB O CÉU

À noite sob o céu...

Eu te espero
Quero que me tome em seus braços
Deitar minha cabeça em seu peito
Receber de seus lábios
A água de sua boca,
Lágrimas de sua alma.

À noite sob o céu...

Quero amar você
Com este amor tão diferente
Tão etéreo tão distante.

Quero sentir você,

Dar meu espírito, minha alma.
Que já te pertencem
E aqui, sob o céu e as estrelas,
Te receber em meu corpo...
Aqui sob o céu e as estrelas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

EU - SOLIDÃO DE MIM




Eu - Solidão de mim

Anoitece...
Aaaah, noite que me despe, diante de mim
Escárnio e lamentações
Dores e prantos
Na sinfonia torturante que envolve
E atormenta os meus sentidos.
Vestes que se rasgam
Trapos
Tiras
Pedaços da pele expondo a nudez da carne.
... Tão vermelha e doce
E suave é o gotejar do sangue.
Aaaah... O meu sangue,
É doce. E suave é o corte destes lábios
Vermelhos lábios na alforria da minha alma
... Etérea! Fluida! Translucida...
A dor já não me dói
Não tem bordas, não tem beirais
Apenas amplidão escorrendo... Escorrendo...
E o gotejar viscoso, adocicado
Aliviando os meus tormentos... 

Aaaah, noite infinita dentro de mim
Parte as minhas vértebras
Cala o silêncio em mim.