terça-feira, 12 de julho de 2016

POEMA DE AREIA


Poema de Areia

trancafiados estão os poemas
guardados aos olhos dos peixes
à sanha dos cavalos marinhos
e salgadura de toda
água do mar

trancafiados estão os poemas
bem longe dos beijos do vento
que ao relento 
nem mesmo a lua conseguem encontrar

e no silêncio dos versos
as rimas choram e o olhar decassílabo
descansa perpendicular ao tempo
feito um relógio que adormeceu os ponteiros.



Um comentário:

  1. Onde estarão os poemas? Quando poderão voltar?
    Que versos mais lindos!

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