sexta-feira, 12 de agosto de 2011

SEGREDOS



SEGREDOS


Haverá risadas
E isso não importa
Porque houve um passado.
Existiu uma crença e
Persistiram as necessidades.
Eu não posso parar,
De amor me faço eterna
E ninguém peca,
Por esquecer que felicidade
É momento fugaz.
Tudo que sinto [essa ressurreição],
E tua forma constante em meus pensamentos
Revelam o segredo,
Nesta cama de pedra
Em meio
Aos prazeres
Exponho minha dor,
E adormeço para a vida
Sonhando teus braços.




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PEREGRINA


PEREGRINA

Na sombra dos milênios
Renasce a branca criatura
Anistiada das dores
Despida de véus
Libertando a imagem
Do pensamento das virgens.
Navegando em águas de inverno
Ao sabor da corrente
Mesclando de luz

A noite - irmã de todo sonho.




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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DUAS VIDAS



Duas Vidas 

Alma gêmea,
Perpetuada no bálsamo do ventre
Como uma flor de esperança.
Carrega nos ombros mal contidas heranças
Que afloram deste abismo
Expondo a solidão que te habita.
O teu medo é meu angustia
Teu soluço, meu algoz
Tua existência_________é minha sina!



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NA SOMBRA


Na Sombra 

Este pedaço pegajoso
Meio mudo de apelo
Esparso como a bruma
Ainda pulsa e vibra.
Na sombra das lamparinas
Tem susto de vento
E na chuva que por mim respira,
Nasce um pensamento
Misturado com a dor,
Deste céu
De véus adventícios.

*

ACONTECÊNCIAS



ACONTECÊNCIAS

Seus ares de serpente
Faz o amor cair doente e
Recolhe o sentimento 
Da maldade raça enquanto
O trovão ecoa
Na brisa batendo leve
...e essa paz que vai morrendo aos poucos,
Na espuma das madrugadas
Entorpece a mente com
Erros tamanhos que
Insistem em incendiar a noite passageira.

INCERTEZAS



Esta cicatriz 
Talhada em rosto de bronze Pulsa
Feito sonho de ancião.
Arraigada
Na consciência arcaica,
Martiriza em sintonia
Com lembranças turvas
A incerteza
Que enfeita meu entardecer.


.

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UM ANJO


Um anjo
Caído do céu em tarde norma,
Embala meus sonhos
Rouba minha alma
Faz de mim,
Escrava
De seus olhos profundos...


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PERFUME DE LAVANDA



PERFUME DE LAVANDA

...no arame,
Suas roupas secando ao sol
Abrem braços
Perfumados de lavanda,
E enlaçam pela cintura
Meu vestido de cetim coral.






OLHOS DE MULHER


Olhos de Mulher

Os olhos da mulher
São olhos de fera parida
Que espreitam através da noite...
São olhos cheios de enigmas
Feito labirintos onde o tempo se perde.
São como os ventos de temporal
Virando as horas do dia.
São olhos profanos
Por trás de sombras pagãs...
São olhos de aranha fêmea
Que aprisionam em sua teia
A alma dos homens
E sugam de vagarinho
A essência da vida-amor!

*

LUA




Lua

Lua fria,
Branca.
Lua tímida,
Acendendo o brilho
Das poças d´água.

Sorriso no breu da noite,
Meio cheia
Meio minguante
Quarto crescente na minha dor...

Surge nova a cada dia
Feito mulher
Depois do amor!

*

ACALANTO




ACALANTO

Tuas vestes de linho
Aquecem teu corpo
Deita-te ao solo
Sem medo nem segredos.
Farei de ti,
Menino acalentado em meus braços.
Cinge tua fronte
Esqueça-se de tudo,
Velarei o teu sono.

*

ASAS


ASAS

O tempo é a semente da alma
Desdobrando-se em filigranas
Dourando nossos sonhos
Enfeitando as catedrais
Na claridade da luz.
Pousando feito ilusão
Num vôo de asas desleais
Refletindo-se no silêncio,
Das gotas de orvalho
Num lírio sobre o altar...




PECAMINOSA




Pecaminosa

Fui forjada no calor do desejo
Uma alma de anjo
Uma ânsia de diabo.
Meu grito rasga a noite
Meu prazer se vaza
Transcende
Busca-te e te caça.
Sou fêmea no cio
Com meu cheiro de mulher.
Deseja-me, me queira.
Ama-me...
Sou Lilyth, não Eva!
Fui feita de barro
Parida na lama
Dolorosamente má
E sob medida
Só para amar você!
Queira-me, me possua!
Liberta-me...
Beija-me e me faça mulher,
Pois fatalmente morrerei...
Tua indiferença é meu castigo,
Deste-me o cadafalso.

*

EFEMÉRIDAS




Efeméridas

Minhas asas solitárias
Efêmeras, translúcidas
Já não voam
No carrossel dos anjos.
Repousam agora
No silêncio escarlate
Da sexta hora.

*

SAL E AREIA




Sal e Areia

Vim ver o mar...
Preciso destas águas
Prostitutas e sensuais,
Águas que gemem tantas dores
E curam tantas feridas.

Vim ver o mar...
Banhar-me em sua águas batismais,
Sucumbir sem resistência
Escorregando
No descanso das águas.

Chorar meu pranto
Até ver-te deixar meu corpo
Em cada lágrima...
Então, desabotoar a alma
Deixá-la livre
Levada pelas ondas...

Renascer
Feita de sal e areia
Sem lágrimas
Sem sonhos
Sem amor,
Apenas sal e areia.







*






POR AMOR




Por Amor

Sob a luz do fogo
Bordei teu nome em minha pele
E assim cicatrizado,
Teu nome...
Integrado em mim.

*

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

TRISTEZA




TRISTEZA

Deixa-me lembrar
Recordar de ti
Entre o mar e a tristeza...
Assim
Silenciosa,
Dolorida, calada.
Deixa-me sonhar
Nada mais posso fazer
Se não queres minhas palavras
Minha voz se cala,
Perde-se
Solta no vento...
Que importa,
Se não estas comigo?!

*

SEDUÇÃO


Sedução

Meu corpo dói, minha carne lateja...
Que faço eu, agora
Que tu feito um bárbaro
Arrombou meu coração,
Guardo-te num relicário?
Ou rendo-me ao senhor
Que fez amor com a palavra,
Excitou-me por entre as pernas...
Penetrou com delicadeza
Meu corpo de mulher
Gozando a plenitude de meus mistérios.

E agora?...
Quero amar
De uma maneira só minha,
Um amor inédito, compensador
Que busca uma pseudo-perfeição
Uma aura romântica
Que me abraça e me instiga.
Quero esse olhar demorado
De semântica clara
Esse estado de graça, um sonho perfeito.

Quero o calor do corpo
No êxtase de ter sido tua...
Agora no meu corpo tem paixão
E te procuro
Sem importar-me com o extemporâneo ocasional,
Nas minhas reflexões, por vezes,
Sou um pouco assim como tu,
Imortal.

*

ANGELUS



Angelus 

Tem olhos gázeos 
aquele que navega 
em sua espaçonave de luz 
cortando a aurora boreal. 
É mensageiro de longa espera 
que o destino põe 
para aspergir a consciência da humanidade. 
É guardião de sete arcanos 
este argonauta imortal 
que guarda sob suas asas 
a essência de todo espírito.







LEMBRANÇAS E LUZES



LEMBRANÇAS E LUZES

Os olhos do vento
Torturam o eco da noite 

E assustam a lua
Com palavras de angustia.
No lixo de minha vida
Lembranças rotas e amargas
Ponteiam de luzes frias
Meu corpo ardente
Nesta febre terçã.