segunda-feira, 15 de março de 2021
domingo, 14 de março de 2021
sábado, 13 de março de 2021
CAMINHOS
INOCÊNCIA
quinta-feira, 11 de março de 2021
TUDO É UM ENIGMA
não parei pra ouvir o vento
nem mesmo soltar o redemoinho de areia ou o sacrifício da dor
não houve o tempo das lamentações e
nem duvidei do gosto da sopa ou
da chuva ácida que guardei dentro da mala
tudo é enigma
e as dores nada mais são
que alimento pra alma enquanto a carne se liquefaz
na brutalidade dos manguezais
jamais a covardia me feriu
e com suas patas de cascos fendidos
passou rente não deixou rastros
porquê não era nada
nada além da covardia que estanca o olhar
mas não impede a visão
os idiotas mantém a lucidez na prenhez das ideias
e dirão verdades em poemas concretos
sem que nunca seja preciso mais que um rabisco
numa folha ou num saco de pão
as migalhas enchem o papo dos pombos
e as estatuas defecadas em seu silêncio imaginário
engolem o rubor nas faces brancas de guano
enquanto canhões lançam balas incendiarias
os mortos se levantam famintos
agitando xales de teias de aranha
como bandeiras tremulantes
em busca da liberdade e canções profanas
restam as brasas e o calor e o vento lunar
e o Sol que conhecerá os meus dias finais
porque eu nasci num ciclo dentro de outro ciclo
que nunca termina numa estrada por onde rodam
ônibus e carros levando em suas corcundas
a negritude da palavra vã.
AMOR
...tampouco soubesse da figura
e muito menos do espírito...
...e quando eu voltei a sonhar
senti que não bastava apenas viver
era imprescindível estar VIVA!
Nada mais me fala da distância
que porventura exista e se guarda entre as impressões
contidas nos cabelos do Tempo
_ e o folego cadenciado
e a boca aberta e o olhar por detrás das cortinas
provocam a ironia e a réplica inefável evocando
todas as dores (da alma)...
e o beijo não acontece
não há rumores exortando o amor inóspito
(invenção de Caim) que da heresia se esconde
entre as penas da Morte.
imagem: Google
terça-feira, 9 de março de 2021
BEIRA MAR
________ onde mora a solidão do mar?
que chega assim de mansinho
feito cantiga de ninar...
onde mora esse olhar
que embriaga e faz amar
suave entrega em noite de luar...
ah, solidão do mar
pensamento solto
coração afoito________beijo na boca
secura de amar
imagem: Beira Mar
Aquarela sobre papel Torchon
Luciah Lopez
http://www.luciahlopezprosaeverso.net
AVES MIGRATÓRIAS
... o amor é assim
domingo, 7 de março de 2021
CCONSIDERAÇÕES II
______do mundo exterior, todas os pavores
temores, angústias e sobressaltos
tudo isso e mais além
Mas a vontade de viver não me permite a inquietação
diante do medo,
estou sempre ocupada com a Vida!
imagem: Inflorescências
aquarela sobre papel Torchon
Luciah Lopez
sábado, 6 de março de 2021
SONHOS & POESIAS
sexta-feira, 5 de março de 2021
O VERSO EM SI
terça-feira, 2 de março de 2021
UM PEQUENO JARDIM
domingo, 28 de fevereiro de 2021
PURO ENCANTO
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
TRANSLÚCIDA
ah, se o meu tempo fosse o mesmo que o seu...
minh'alma translúcida
tranquila
te contemplaria no silêncio
na quase penumbra
antes dos meus lábios tocarem os seus...
imagem: Série Flora - Esporinha
Aquarela sobre papel Torchon
Luciah Lopez
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
NUDEZ
toda pele que eu visto
não me agasalha e nem protege
do olhar herege
não distancia a mentira
não impede a tortura
não dá alívio
não cria álibis
toda pele que eu visto
mantém a mesma cor
a mesma dor
que sufoca na garganta_______o grito
o riso
o pranto
quero estar nua
nua de pele
nua de planos e sonhos
e na incoerência
estar nua de mim mesma
imagem: Nudez
Giz sobre papel
Luciah Lopez
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
NUANCES
domingo, 14 de fevereiro de 2021
SE TE DISSEREM
Dentro da noite, um fato singular:
as palavras transmutadas em poesia
são versos sem rimas criando a poética.
Apenas uma visão idílica.
Apenas filigranas no colo da lua.
Tudo enlanguesce dentro da noite
e a poesia veste a pálida madona.
Ao mundo alheio todos os pecados são perdoados.
imagem: Série Flora
Aquarela sobre papel
Luciah Lopez
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
PRIMÁRIA
Casualmente amanhece.
As flores acordam.
Oscilantes entre as cores e percorrendo as distâncias do pólen
os meus olhos despertam ao contentamento da manhã.
O dia é uma fonte inesgotável de possibilidades.
O inviável, o imutável caminham juntos na textura do mundo
e os fantasmas da noite passada já não assustam mais.
Assim como as flores, a vida se reinventa.
imagem: Série Flora
Lápis de cor sobre papel
Luciah Lopez
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
ROUXINOL
Ah, o seu cantar Rouxinol, enfeitiçou meu coração
abriu as porteiras do mundo
fez voar minha imaginação.
Fez brilhar a lua nos olhos meus
e o sol na minha pele arder em tatuagem:
o seu nome Rouxinol...
Mas a tristeza vil serpente
entocada rente ao chão
desfere o bote, escorre a peçonha
faz o mundo girar no galope desenfreado
do meu coração agoniado.
Ah, Rouxinol, o seu cantar não era meu
cada nota na sua pauta de um martelo agalopado
canta o seu amor sem dimensão e você se vai
nada é meu nem as cores do arrebol
Ah, Rouxinol a vida apagou a luz do meu olhar...



















